terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Análise: Prince of Persia

Lançado no final do ano passado, o novo Prince of Persia trás heróis originais e um mundo completamente novo para explorar, partindo de vez com a história criada na trilogia "Sands of Time". Desta vez o Prince e sua nova companheira, Elika, lutam para que o Deus da escuridão não destrua o reino da antiga Pérsia.

Gráficos e animações excelentes: Os gráficos cel-shaded de Prince of Persia, ao melhor estilo de Okami, estão entre os mais belos feitos até hoje. Seja enquanto as terras estão tomadas pela escuridão, com um aspecto sombrio, ou quando são salvas e viram terrenos cheios de vegetação e cachoeiras, a atenção dada ao meio artístico não deixa de impressionar. As animações também são muito boas, tanto na hora de acrobacias quanto nas magias lançadas por Elika.

Mundo aberto: Uma outra novidade deste novo Prince é a possibilidade de ir para onde quiser no jogo. Algumas áreas só podem ser realmente completadas após Elika obter novos poderes, que, por sua vez, são obtidos através da aquisição de Light seeds - pequenas fontes de energia que aparecem pela fase quando um chefe é derrotado. Desta forma, você pode obter os poderes na ordem que desejar e completar as fases conforme o seu interesse. É uma forma mais interessante de completar um jogo de plataforma do que ser obrigado a seguir o caminho padrão A - B - C, e essa estrutura também favorece o jogador que deseja ficar viajando pelo mundo apenas coletando light seeds.

Elika: Como já dito em muitos sites, a nova companheira do Prince é mais interessante que o herói principal da campanha. O jogo, basicamente, desenrola-se ao redor dela, que ainda foi abençoada com um dos melhores voice-acting dos últimos anos. Não que o Prince seja ruim. Ele realmente parece ter vindo de Nova York e seu jeito irreverente muitas vezes parece ser forçado demais, mas ele nunca chega a ser detestável (curiosidade: ele foi dublado pelo mesmo ator que fez Nathan Drake, da série Uncharted, outro personagem com um jeito bem irreverente).

Elika é acionada ao apertar o botão "Y" no controle e ela é a responsável por criar o double jump do Prince, fazendo-o chegar a locais mais distantes. Pelo "Y" Elika também pode lançar magias nos inimigos durante o combate e é ela também que usa os poderes adquiridos através de light seeds para fazer o personagem chegar em locais teoricamente impossível por meio apenas de acrobacias. Como muitos sabem, é ela também que salva o Prince toda hora que este está prestes a morrer, seja em combate ou por causa de um pulo mal dado, fazendo com que ele seja teletransportado para um local um pouco mais atrás e mais seguro (embora, no caso de combate, a disputa continua mas o inimigo recupera um pouco de vida). Na minha opinião, esse design é excelente, pelo menos para as acrobacias. Repetir uma mesma parte de uma acrobacia por causa de um pulo mal dado já é punição demais. Acrescentar ao jogador a idéia de ficar salvando o progresso toda hora com medo de morrer e ficar assistindo telas de loading é uma estrutura chata e arcaica, ainda mais tratando-se de um jogo de plataforma.

Combate bonito, porém fácil demais: O combate no novo Prince of Persia ocorre pelos quatro botões do controle, cada um responsável por uma ação: golpe de espada, golpe com a luva, acrobacia e magia de Elika. Por meio da combinação desses vários botões é possível fazer golpes mais poderosos com animações excelentes. Por outro lado, como já dito, é impossível morrer no jogo, o que tira um pouco da sensação de perigo e urgência na batalha contra monstros normais, o que se agrava ainda mais quando se trata dos chefes principais da campanha. Além disso, os inimigos comuns costumam ser fáceis demais e podem ser mortos com um simples golpe se estiverem próximos de uma parede ou precipício.

Pode ser um pouco repetitivo: As acrobacias, como dito, são bem feitas, porém podem parecer bastante limitadas no decorrer do jogo. A luva, por exemplo, só será usada para passar de uma parte em uma acrobacia quando houver um anel de ferro na parede. Assim, o jogador só deve apertar o botão "B", da luva, quando for passar por um desses anéis. Muitas acrobacias também envolvem apenas escalar falhas na parede e fazer wall-runs.

Como ocorreu com Banjo-Kazooie, a Ubisoft partiu para uma nova era de Prince of Persia, trazendo gráficos e heróis totalmente diferentes e uma atenção maior a um mundo aberto que pode ser explorado à vontade do jogador. A história é bastante interessante, com um final bem legal. Como diz o último achievement do jogo, que venha a continuação.

Nota: 9/10

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