sexta-feira, 27 de março de 2009

Impressões da primeira jogatina de Resident Evil 5

Foi há pouco tempo que eu e Ramses terminamos nossa primeira sessão de Resident Evil 5 em co-op. Parecia que tudo ia começar desde já bugado e com problemas - ele criava a sala mas eu não conseguia entrar de jeito nenhum - mas foi apenas eu convidá-lo que tudo voltou ao normal. E restou a ele a missão de controlar Sheva Alomar, a nova parceira de Chris Redfield.

Jogamos por cerca de duas horas, caminhando pela vila de Kijuju. O jogo continua com muita ação como Resident Evil 4 e não teve nenhum momento de susto. O máximo foi o jogo fazer um inimigo aparecer e correr para nos pegar pelas costas, mas na segunda vez que isto aconteceu eu e Ramses já estávamos treinados e já conseguíamos abater o zumbi (ganado? monstro?) com certa facilidade.

RE5, pelo que vimos, continua bem linear. São raros os momentos em que dois caminhos vão ser realmente diferentes. O que o jogo faz muito é colocar um ambiente cheio de casinhas, para dar a idéia que é um lugar grande. Você pode entrar nas casas e pegar alguns itens, mas, no final das contas, é obrigado a seguir até o ponto "x" por um mesmo corredor ou rua.

Tínhamos visto na IGN que a campanha, na dificuldade normal, poderia ser fácil para dois jogadores humanos, então optamos por arriscar logo no veterano. O jogo não é fácil, mas também não chega ao absurdo de matá-lo toda hora. Resumindo, até agora balancearam bem a dificuldade para o nome dado. Mas também estamos nas fases iniciais, então pode ser que as coisas piorem muito no futuro quando começar a aparecer zumbi de pistola, serra elétrica, jacaré mutante, troll e por aí vai.

Outra coisa da dificuldade é que tenho a impressão de que o dano causado pelo jogador, no veterano, é o mesmo da dificuldade normal. Pensava que ia demorar mais para zumbis morrerem, mas eles acabam perecendo depois de alguns tiros. Na minha opinião é bem melhor fazer assim do que colocar o zumbi como um tanque que não morre nunca, só porque a dificuldade está mais elevada. Por outro lado, prepare-se caso o zumbi enfie uma faca ou dê uma garrafada na sua cabeça. O dano causado pelos inimigos é bem maior que nas dificuldades mais baixas.

Morremos algumas vezes durante a jogatina. Ramses, se não estou enganado, morreu uma vez e acho que foi quando acabou a pilha do controle. Ele estava rodeado por inúmeros monstros e não fazia nada... tentei ajudá-lo mas ele continuou ali, estático, então saí correndo para me salvar... quando me lembrei que a morte do parceiro encerra o jogo era tarde demais. Já eu acabei morrendo duas vezes, uma quando Ramses subiu em um telhado e foi atrás de uma chave. Apareceram vários zumbis (iluminados? aberrações? infectados?) me rodeando e me desceram o sarrafo.

A segunda morte foi mais engraçada, embora eu tenha ficado nervoso (claro) na hora. Tínhamos acabado de ver uma cutscene interessante, com uma pessoa sendo levada para o interior de uma casa, como que raptada por um dos zumbis. Chris logo ficou animado com a cena. Após vasculharmos a área, fomos até a tal casa... e, claro, as coisas não saíram muito bem (digamos que Chris tentou dar uma de maroto e social mas se deu mal, para variar). Então me vejo em uma lugar pequeno, sem nada, cheio de monstro! E quando peço ajuda só escuto Ramses dizendo "tchau!" ... o filho da mãe me deixou sozinho contra os bixos e, claro, a história não acabou muito bem.

O jogo continua realmente muito parecido com RE4, mas a inclusão de um co-op insere uma novidade interessante. Não tivemos qualquer problema de lag e a partida, depois que eu criei a sala, foi do início ao fim sem interferência alguma. Matar os zumbis em dupla é divertido e é sempre legal quando os dois personagens ficam socando o mesmo inimigo como se fosse ping-pong.

Chegamos a enfrentar um chefe que, embora não fosse ruim, traz muitas idéias usadas em jogos passados. Descobrir como matá-lo não foi muito difícil, já que há dicas bem óbvias pelo cenário. De qualquer forma, espero mais dos chefes futuros.

O jogo está com gráficos belíssimos e há vários detalhes, em especial nas cutscenes. A movimentação lábial e facial dos personagens impressiona. O efeito de luz também agrada e dá para ver uma diferença legal quando o personagem está em um ambiente claro e entra em um lugar mais escuro.

Ainda estamos nos acostumando com algumas coisas, em especial a manusear os itens, que pode ser uma tarefa árdua. Já chegamos a conclusão que eu fico com a shotgun e ele ficará com a Mp5. Escolher o item que você deseja, no início, pode ser um pouco confuso, mas parece que finalmente pegamos o jeito.

A primeira sessão foi bastante divertida. O jogo traz muita coisa de RE4 e a partir do primeiro encontro você já vai perceber similaridades. Ainda não achamos nenhum emblem (provavelmente será tarefa para outra jogatina), já que estávamos preocupados mais em matar os ganados. De qualquer forma, estou ansioso para a segunda partida e ver se conseguimos roubar mais dinheiro dos Kijujanos para melhorar nossas armas e matá-los.

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