Uma das maiores novidades dessa geração de videogames é a quantidade descomunal de DLCs (downloadable content) que vem aparecendo para quase todos os jogos lançados. Os pacotes variam desde peças de roupa, passando por novas fases e missões ou armas que serão destravadas apenas mediante pagamento.
A principal pergunta que muitos fazem é se os DLCs são bons ou não para os jogadores. Para as produtoras e publishers parece ser uma boa forma de ganhar dinheiro. A expansão de Call of Duty: World a War contendo alguns mapas extras teve mais de um milhão de downloads em menos de uma semana. Já Grand Theft Auto IV: The Lost & Damned bateu recordes e gerou mais dinheiro em seu primeiro dia na Xbox Live que qualquer outro tipo de conteúdo extra.
A maior dúvida é se o preço está de acordo com o conteúdo oferecido pelas empresas. Enquanto Lost & Damned custa 20 dólares e adiciona cerca de nove horas de gameplay - além de nova opção em multiplayer - a expansão Prince of Persia: Epilogue pode ser terminada em cerca de duas horas e custa $10. E do outro lado há Fallout 3 que lançou duas expansões até agora, ambas podendo ser terminadas tranquilamente em cerca de três-quatro horas que custam $10 cada. O game original custa cerca de $60 e pode chegar a cinquenta horas de gameplay.
Há ainda, claro, aqueles casos de DLCs que levantam a atenção dos jogadores e causam dúvidas, como é o caso da expansão paga Versus de Resident Evil 5, a ser lançada pouco tempo depois que o jogo chegou nas prateleiras das lojas. A Capcom voltou a causar reboliço ao cobrar pelas segundas roupas dos personagens de Street Fighter IV, uma opção que está já incluída em praticamente todos os jogos de luta do mercado.
Os DLCs são uma boa para nós, jogadores, ou são apenas grandes vilões? Será que eles podem se tornar uma escusa para as empresas diminuírem os esforços no jogo principal, diminuindo tempo de gameplay, a fim de lançarem conteúdo adicional? Comente estes e outros assuntos sobre downloadable content em mais um Prophet of Truth!